EBD – Lição 10: Vamos conhecer a 2º Carta de João | 3° Trimestre de 2023 | ADOLESCENTES

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EBD - Lição 10: Vamos conhecer a 2º Carta de João | 3° Trimestre de 2023 | ADOLESCENTES

LEITURA BÍBLICA

2 João 4-11

A MENSAGEM

Esse amor quer dizer isto: viver uma vida de obediência aos mandamentos de Deus. Como vocês ouviram desde o começo, o mandamento é este: continuem a amar uns aos outros. 2 João 6

Devocional

Segunda » 1Tm 3.15
Terça » Jo 14.21-23
Quarta » Jo 14.6
Quinta » 1 Jo 3.10,11
Sexta » Rm 12.13
Sábado » Rm 16.17.18

Objetivos

MOSTRAR uma visão panorâmica da Segunda Carta de João;
REVELAR a relação entre a verdade e o amor na fé cristã;
DESTACAR como devemos lidar com os falsos mestres

Ei Professor!

Pensar em uma educação cristã sem qualquer vínculo concreto com uma espiritualidade viva e bíblica é um equívoco que nós professores não podemos cometer. Infelizmente, há alguns professores que não oram mais, não leem a Bíblia, não jejuam e nem têm vida devocional ativa a algum tempo. Por essa razão, a palavra de incentivo e despertamento para você hoje, é: “ore, leia e medite nas Escrituras, jejue” Docência cristã e devoção são dois lados de uma mesma moeda. Deus te abençoe

Ponto de Partida

Querido (a) professor (a), como você sabe, um bom mestre nunca deixa de ser aluno. Ele está sempre estudando as Escrituras, se atualizando sobre seus alunos, sobre o mundo onde vive e sobre si mesmo. Sendo assim, sugerimos cinco ações para você melhorar ainda mais sua aula:
1) Prepare a aula com antecedência, evitando imprevistos;
2) Interceda a favor de seus alunos e da aula;
3) Programe atividades extraclasse com sua turma periodicamente,
4) Leia regularmente a Bíblia, jornais e outros livros;
5) Busque feedback de suas aulas com seus alunos através de conversas e questionários. Tenha uma ótima aula!

Vamos Descobrir

Hoje vamos estudar sobre a Segunda Carta de João. Sugiro que leia esta pequena epístola do começo ao fim de uma única vez. Nessa LIÇÃO seremos estimulados a ser pessoas que amam verdadeiramente a Deus e ao próximo. Também seremos desafiados a rejeitar e a resistir a todos os ensinos de falsos mestres, seguindo fielmente os ensinamentos de Jesus.

Hora de Aprender
I- UMA VISÃO PANOR MICA DA SEGUNDA CARTA DE JOÃO

1- Autoria da Carta. O autor desta carta se identifica pelo ofício desempenhado na igreja: o “presbítero” (2 Jo 1). Tal título está de acordo tanto com o ofício (o que supervisiona e ensina um rebanho) quanto com a idade de João (um ancião). A utilização do título pressupõe que o autor conhece e é conhecido pelos destinatários. Provavelmente, ele era o único discípulo de Jesus Cristo vivo e tinha a responsabilidade de orientar a igreja.

2- Os destinatários. A primeira impressão que temos ao ler a saudação “Do presbítero para a querida Senhora e os seus filhos” (2 Jo 1) é que a Carta foi escrita a uma mulher cristã anônima e sua família. No entanto, a expressão “querida Senhora”, não se refere a uma mulher, mas a uma igreja e “seus filhos” são os membros individuais desta igreja local. Essa compreensão se baseia nos seguintes argumentos:

  • Tanto Israel quanto a Igreja são normalmente retratados nas Escrituras pelo gênero feminino (noiva, esposa etc);
  • A “senhora” destinatária da Carta e “seus filhos” são amados tanto por João quanto por “todos os que conhecem a verdade” (v.1);
  • A saudação final, que se refere aos “filhos da sua querida Irmã” (v.13),faz muito mais sentido referindo-se a uma igreja irmã. Logo, os destinatários da Carta são irmãos em Cristo.

3- O propósito da Carta. Possivelmente essa Carta foi escrita em um contexto histórico muito parecido ao da primeira. Seus destinatários estavam sendo influenciados pelos mestres gnósticos itinerantes. Por isso, o apóstolo está alertando-os a manterem-se fiéis (2 Jo 1-4).

I- AUXÍLIO DEVOCIONAL

“Nos quatro primeiros versículos desta breve carta, a palavra ‘verdade’ aparece cinco vezes. Os falsos ensinos estavam começando a se infiltrar na igreja; isto levou João a refutar estas falsidades com fortes admoestações aos crentes, sobre como conhecer e viver na verdade a respeito de Jesus Cristo. Na sua carta chamada primeira carta de João, ele explicou claramente aos crentes como eles poderiam saber que estavam fundamentados na verdade e como poderiam discernir se os professores eram verdadeiros ou falsos. A consequência óbvia, então, era a questão de como os crentes deveriam agir com relação aos falsos professores que tinham estado causando tantos problemas nas suas igrejas (a questão de que João tratou na sua primeira carta). Tanto a segunda carta de João como a terceira concentram-se na ‘verdade’ e na recusa em dar ouvidos, hospitalidade ou qualquer tipo de incentivo àqueles que não ensinam a verdade” (Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 795).

II- A IGREJA E SUA RELAÇÃO COM A VERDADE E O AMOR

Vivemos em um tempo em que a verdade é vista como transitória e relativa por parte da sociedade. Porém, a Bíblia nos diz que a verdade não é um conceito abstrato, mas uma pessoa divina: Jesus é a verdade (Jo 14.6). Ele nos prometeu que o Espírito da verdade (Jo 14.16,17) nos ensinará toda a verdade (Jo 16.13). Por essa razão, o apóstolo Paulo disse que a Igreja do Deus vivo “é a coluna e o alicerce da verdade” (1 Tm 3.15).

Tendo em mente esta íntima relação do Evangelho com a verdade, o apóstolo João revela sua alegria ao saber que alguns irmãos da congregação estão vivendo “de acordo com a verdade” (2 Jo 4). Eles escolheram a obediência ao mandamento de Jesus, ao invés dos “novos ensinamentos” dos falsos mestres: eles preferiram andar na verdade e manter o compromisso de fé, que envolvia crer em Jesus Cristo e amar ao próximo (vv. 5,6).

O amor é a essência da fé cristã. A Bíblia diz que se somos incapazes de amar o nosso próximo, então, não podemos amar a Deus (1 Jo 4.8,20). A prática do amor é um dos testes que distinguem os filhos de Deus dos filhos do Diabo (1 Jo 3.10,11) e a obediência aos mandamentos é a prova do nosso amor a Jesus (Jo 14.21; 15.14-17). Por isso, conciliar a verdade e o amor é o desafio de todo cristão (Ef 4.15)

II- AUXÍLIO APOLOGÉTICO

“O pronunciamento de Jesus: ‘Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida’ (João 14.6) não é meramente uma expressão qualquer entre muitas. Para o cristão, representa a proclamação fundamental. Em palavras bastantes simples, significa que Jesus permanece como a figura em torno da qual a vida da pessoa é alicerçada. Seus propósitos dão sentido e coerência à vida dedicada ao seu serviço.

Comprometer-se com a verdade neste nível envolve mais que consentimento intelectual a uma teoria; envolve iniciar sem reservas um modo de vida” (PALMER, Michael D. (editor). Panorama do Pensamento Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.470,471). “O pós-modernismo é basicamente a reinterpretação do que é conhecimento e do que conta como conhecimento. Em termos mais gerais, representa uma forma de relativismo cultural sobre coisas como a realidade, a verdade, a razão, o valor, o significado, o ego e outras noções.

Na visão pós-moderna, não há coisas como realidade objetiva, verdade, valor, razão e assim por diante. Todas estas são construções sociais, criações de práticas linguísticas e, como tais, são relativas não a indivíduos, mas a grupos sociais que partilham uma narrativa comum” (GEISLER, Norman L. & MEISTER, Chad V. Razões para crer: apresentando argumentos a favor da fé cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p. 118).

III- COMO LIDAR ATUALMENTE COM OS FALSOS MESTRES

No decorrer da Carta, João vai contrastar aqueles que vivem uma vida de obediência aos mandamentos de Deus com os enganadores, espalhados pelo mundo (2 Jo 6,7). O apóstolo, numa atitude pastoral, instruiu a congregação sobre a maneira como deveriam agir com os falsos mestres. E nós também devemos seguir a orientação bíblica, pois ainda hoje, há falsos mestres que distorcem o Evangelho do Senhor Jesus. Você sabe o que devemos fazer diante dessa realidade?

  • Não devemos subestimar os falsos mestres, pois são muitos e estão se movimentando com o propósito de enganar (2 Jo 7). Eles distorcem a verdade de forma sedutora. Eles mentem sobre Cristo. Estão por todos os lados disseminando seu engano: nas redes sociais, nas universidades, na tv e até em algumas igrejas, que são adeptas de modismos. Eles pregavam um falso Cristo e um falso Evangelho.
  • Não devemos dar ouvidos a eles, para não perdermos a nossa recompensa em Cristo (2 Jo 8). A preocupação de João é que seus leitores sejam conquistados pela sedução dos enganadores. Sobre isso, a Bíblia alerta: “guardem o que vocês têm, para que ninguém roube de vocês o prêmio da vitória” (Ap 3.11).
  • Não devemos ultrapassar os limites da doutrina (2 Jo 9). João revela aqui o perigo de irmos além dos limites das Escrituras, em busca de novidades. Os falsos mestres deixaram Deus para trás quando negaram Jesus Cristo. E fazem o mesmo hoje: em nome de uma suposta “atualização” bíblica, regridem e se perdem da verdade.
  • Não devemos acolhê-los em nossa casa (2Jo 10,11). Embora a hospitalidade fosse recomendada na Escritura (Rm 12.13; Hb 13.2; 1 Pe 4.8,9), o apóstolo João é categórico ao dizer que não devemos receber falsos mestres, nem os saudar. Devemos manter distância desses enganadores.

III- AUXÍLIO TEOLÓGICO

“Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus (2 Jo 9, versão ARA). O verbo proagon, ‘está avançando’, é encontrado somente aqui no NT. Ele era preferido pelos antigos gnósticos, que afirmavam ter um conhecimento ‘mais avançado’, que ia além do conhecimento dos cristãos normais. Aqui João usa a palavra desdenhosamente com respeito àqueles que afirmam ter ‘ido além de Cristo’ na sua aproximação com Deus. Impossível!

Nós podemos avançar em Cristo, crescendo nEle. Mas não existe uma maneira de avançar além dEle” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.539). “Descartar as pessoas pode parecer rude, mas é muito melhor ser fiel a Deus do que ser meramente cortês com as pessoas! João não estava ensinando que a igreja não deveria receber os que não são crentes, ou mesmo aqueles que tinham sido desviados pelos falsos professores.

No entanto, ele estava ensinando que a porta deve permanecer fechada àqueles professores que se dedicam a contrariar os verdadeiros ensinos de Deus e que vêm à igreja para ‘trazer’ a sua mensagem. Existe uma diferença entre a hospitalidade para com estranhos que os crentes podem conquistar para Cristo e a hospitalidade para com aqueles que estão empenhados em conquistar os crentes, afastando-os de Cristo. Os cristãos devem confiar em Deus e perceber a diferença.’’ (Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 798).

CONCLUSÃO

Esta Carta é um verdadeiro alerta a todos os cristãos, pois não podemos nos distanciar da verdade. Por isso, a cada dia, devemos estudar mais a Bíblia e sempre renovar o nosso compromisso de obediência ao Senhor Jesus.

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VAMOS PRATICAR

1- Encontre as seguintes palavras; CARTA, PRESBÍTERO, VERDADE, AMOR, EVANGELHO

Pense Nisso

Andar na verdade e praticar o amor são dois compromissos que devem ser perseguidos por todo discípulo de Jesus Cristo. Nossa caminhada deve ser marcada tanto pela busca da verdade, quanto pela prática do amor. Afinal de contas, amor sem verdade é frágil e verdade sem amor é insensível.

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