EBD – Lição 03: Lucas 3 e 4: O Início do Ministério Do Filho do Homem | 4° Trimestre de 2023 | PECC

EBD Pecc (Programa de Educação Cristã Continuada) | 4° Trimestre De 2023 | TEMA: LUCAS – Evangelho do Filho do Homem | Escola Biblica Dominical | Lição 03: Lucas 3 e 4: O Início do Ministério Do Filho do Homem

SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR

Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número de páginas.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Em Lucas 3 e 4 há 38 e 44 versos, respectivamente. Sugerimos começar a aula lendo, com todos os presentes, Lucas 3.1-23 (5 a 7 min.). A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia.
O zelo revelar o Salvador. historiográfico de Lucas não deixa dúvidas sobre os fatos registrados. Caro(a) professor(a), tamanho cuidado do autor torna sua narrativa confiável até para incrédulos. É fato que um profeta anunciava o Messias no deserto, tampouco se pode duvidar que o Espírito desceu sobre Jesus para ungi-lo. Vale notar que o Senhor nos dá testemunho de obediência e liderança ao descer às águas para cumprir tudo o que fora anunciado e para dar exemplo a todos. Não deixe de observar a autoridade daquele Galileu desconhecido. Certamente, muitos se perguntaram quem seria aquele pregador. Por isso Lucas dedica atenção à genealogia de Jesus, a fim de testificá-lo como o herdeiro do trono de Davi.

OBJETIVOS

Compreender que a genealogia de Jesus evidencia sua linhagem real.
Reconhecer que a autoridade de Jesus manifesta a perfeição da sua mensagem.
Compreender que no Jordão a Trindade se manifesta a fim de revelar o Salvador.

PARA COMEÇAR A AULA

Inicie com a conhecida dinâmica do telefone sem fio. Você pode escolher 3 ou 4 versos bíblicos recitar baixinho no ouvido de um participante da turma. Ele deve dizer o que ouviu a mais alguém e, assim, sucessivamente até que o último participante receba a mensagem e diga a todos oque entendeu. O objetivo é compreender que a autoridade de Jesus vinha do seu ensino correto das escrituras, pois ele mesmo as vivia com perfeição. Qualquer distorção da Bíblia ou mau testemunho não procede do Senhor.

LEITURA ADICIONAL

Lucas faz um recomeço em seu evangelho. Os eventos narrados em Lc 1 e 2 haviam transcorrido de forma incógnita. Somente os humildes da terra haviam tomado conhecimento desses acontecimentos. Seguira-se um tempo de silêncio. O Filho de Deus crescia às escondidas na pequena Nazaré. O que o evangelista Lucas passa a relatar na sequência, entre o capítulo 3 e a morte do Salvador, aconteceu com ampla publicidade. João e Jesus saíram do anonimato. Depois que João Batista viveu trinta anos no anonimato, ele se apresentou publicamente. Pouco depois também Jesus, praticamente repetindo a pequena diferença cronológica entre o nascimento de ambos.

1- A INTRODUÇÃO HISTÓRICA, Lc 3.1ss. Agora se cumprem as palavras de Zacarias. Essa época relevante e especial do reino de Deus é combinada pelo evangelista Lucas com eventos da história universal e intelectual, não apenas para fixar a data do acontecimento divino, mas também para que essa visão histórica assinale toda a miséria e escuridão daquela época. A palavra de Paulo em Rm 5, já citada no início de Lc 2,”onde abundou o pecado”, também agora volta a causar impacto em nós A expressão César Tibério aqui em Lc 3 e o nome César Augusto em Lc 2 lembram que naquele tempo a Palestina não era um Estado soberano, mas pertencia ao Império Romano.

A força de ocupação que decidia sobre o povo de Israel era o exército romano. Tudo o que é relatado no Novo Testamento acontece no período desse poderio militar romano, cujo ápice estava nas mãos dos césares romanos. Em Lc 2 era César Augusto (de 31 a. C. até 14 d. C.). Livro: Evangelho de Lucas: Comentário Esperança (Fritz Rienecker, Curitiba, PR: Editora Evangélica Esperança, 2005).

Texto Áureo

“ e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.” Lucas 3:22

Leitura Bíblica Para Estudo

Lucas 3.1-23

Verdade Prática

Viver em comunhão com o Espírito Santo é o segredo para uma vida que agrada a Deus.

INTRODUÇÃO
I- O MINISTÉRIO DE JOÃO BATISTA Lc 3.1-14
1
– Precursor de Jesus Lc 3.1-3
2– A mensagem de João Lc 3.4-9
3– Os resultados de sua pregação Lc 3.10-14
II- BATISMO, GENEALOGIA E TENTAÇÃO DE JESUS Lc 3.15-4.1-13
1
– O batismo do Filho do Homem Lc 3.15-22
2– Sua genealogia Lc 3.23-38
3– Sua tentação no deserto Lc 4.1-13
III- O INÍCIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO Lc 4.14-44
1-
Leitura inaugural na sinagoga em Nazaré Lc 4.14-30
2– O endemoniado de Cafarnaum Lc 4.31-37
3– Sogra de Pedro e muitas curas Lc 4.38-44
APLICAÇÃO PESSOAL

Devocional Diário

Segunda – Lc 3.5
Terça – Lc 3.16
Quarta – Lc 3.22
Quinta – Lc 4.1
Sexta – Lc 4.4
Sábado – Lc 4.8
Hinos da Harpa: 122 – 437

INTRODUÇÃO

O terceiro evangelho forma coro com os demais ao afirmar a relevância da pregação de João Batista para o ministério de Jesus. Para Lucas, o fato inaugural das boas novas do Reino é o surgimento do “preparador do caminho do Senhor” em cumprimento à profecia de Isaías (Lc 3.4,5; Is 40.3-5). João Batista foi, portanto, o último dos profetas e, simultaneamente, um cumprimento de profecias do Antigo Testamento.

I- O MINISTÉRIO DE JOÃO BATISTA (Lc 3.1-14)

Depois de séculos de silêncio profético, a voz de João soou no deserto.

1- Precursor de Jesus (Lc 3.1-3) sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. (3.2)

A perfeição com que Lucas descreve o contexto histórico de João é sem precedentes. Enquanto os demais evangelhos apresentam referências mais limitadas, pressupondo que seus ouvintes estavam familiarizados com o ministério do Batista, Lucas data o início da pregação de João tomando estas referências: um imperador, um governador romano, três tetrarcas da palestina e dois sumos sacerdotes de Jerusalém. Nos outros evangelhos, Jesus ganha destaque central nas introduções, mas Lucas guarda um espaço especial para apresentar detalhes acerca de João Batista. O autor desse evangelho, embora mostre a grandeza dos nomes e títulos dos detentores do poder político e religioso, evidencia João de forma diferente, mostrando que ele é um homem simples, sem títulos e sem lugar fixo para pregar sua mensagem aos que vem ao seu encontro, dando início às boas novas do Reino.

2- A mensagem de João (Lc 3.4-9) Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. (3.8)

Como preparador do caminho do Senhor, a mensagem de João possui um norte tão claro e conciso que pode ser resumida nesta palavra: arrependimento (gr. Metanoia). Trata-se, na língua original, de um termo de sentido com posto cujo significado é “mudar a mente e/ou a trajetória”, ou seja, não se refere a um movimento meramente emocional, mas de um real convencimento do intelecto diante da iminente manifestação do Reino de Deus, que resultam em mudança de hábitos e atitudes. João centra sua mensagem no arrependimento. Foi o que recebeu de Deus para pregar, é a única maneira de recebermos a Cristo. Sem arrependimento não há salvação. Ele não inventou nada, apenas foi fiel ao seu chamado.

3- Os resultados de sua pregação (Lc 3.10-14) Então, as multidões o interrogavam, dizendo: Que havemos, pois, de fazer? (3.10)

O terceiro evangelho dá testemunho claro dos efetivos resultados do ministério de João Batista. Lucas relata que, em meio a uma audiência diversificada: as multidões (v. 10), os publicanos (v 12) e soldados (v. 14) recebem o impacto da mensagem do Reino e reagem com a mesma pergunta: “Que havemos de fazer?” Em todos os casos apresentados por Lucas, a pergunta feita tinha o seguinte sentido: “o que farei após escutar esta mensagem de agora?”. Esta era uma reação comum ao anúncio de João. Fica demonstrado, portanto, a universalidade deste reino gloriosos, pois, desde o início, sua mensagem tem poder sobre indivíduos de toda tribo, língua e nação. Louvado seja o Rei por isso!

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II- BATISMO, GENEALOGIA E TENTAÇÃO DE JESUS (Lc 3.15 4.1-13)

O Filho amado revelado no batismo (3.22) tem sua filiação rastreada até Adão, filho de Deus (3.38) e,por fim, é testado no deserto pelo Diabo (4.3-12).

1- O batismo do Filho do Homem (Lc 3. 15-22) E aconteceu que, ao ser todo o povo o batizado, também o foi Jesus; e, estando ele a orar, o céu se abriu. (3.21)

O batismo no Jordão marca o início do ministério de Jesus. No evangelho, porém, Lucas narra a sujeição de Jesus ao batismo como todos os demais que eram ouvintes de João Batista (v.21), o que levanta uma questão importante: como o Filho de Deus encarnado se submeteria ao batismo de João? A resposta é simples: Jesus precisava identificar-se com todo o povo em solidariedade aos pecadores que veio salvar. Embora não tendo pecado, Ele se submete ao batismo e cumpre a justiça de Deus ao mesmo tempo em que honra e aprova o ministério de João seu precursor.

2- Sua genealogia (Lc 3.23-38) Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério. Era, como se cuidava, filho de José, filho de Eli.. (3.23)

Vários aspectos tornam a narrativa lucana singular no que pertence à genealogia de Cristo. Geralmente relatos genealógicos são trazidos na introdução de documentos, mas em Lucas está contido no meio da narrativa. Outra peculiaridade marcante está em que, geralmente, genealogias são enumeradas do passado para o presente, como na descrição de Mateus (1.1-17); Lucas, entretanto, toma o caminho contrário, partindo do presente em direção ao passado. Se comparado com o relato de Mateus, percebe-se em Lucas outras particularidades, como: adota a linhagem do pai, José; a inexistência de mulheres; o fato de chegar em ” Adão, filho de Deus” e não sim, os laços entre os dois relatos.

E glorioso perceber que, onde Israel falhou, o Filho de Deus foi aprovado com louvores, deixando clara a sua moral condizente com a missão que lhe cabia executar O Cristo de Deus não foi somente um homem REAL, mas também um homem IDEAL, digno de ser seguido. Portanto, a narrativa da tentação resume os dois focos do batismo: a orientação do Espírito Santo e sua identidade como filho terminar em Abraão como em Mateus, entre outras. Lucas faz toda essa disposição em seu texto com este propósito: demonstrar que o Filho de Deus anunciado pelo próprio Deus no batismo é de fato quem Ele é.

3- Sua tentação no deserto (Lc 4.1-13) Durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome (4.2)

Como nos demais sinóticos, a narrativa da tentação de Jesus no deserto tem objetivo de confirmar a vocação recebida no batismo e de servir como prelúdio de seu ministério público. Vemos também um claro paralelo entre o teste de Jesus e o teste de Israel no deserto, pois os dois apresentam vários elementos em comum, por exemplo: os dois acontecem no deserto; neles é exigido obediência; fome e pão são fatores comuns; e o número 40 também aparece em ambos. Além disso, as respostas de Jesus ao tentador são extraídas de Deuteronômio 6 e 8, estreitando, assim, os laços entre os dois relatos.

E glorioso perceber que, onde Israel falhou, o Filho de Deus foi aprovado com louvores, deixando clara a sua moral condizente com a missão que lhe cabia executar O Cristo de Deus não foi somente um homem REAL, mas também um homem IDEAL, digno de ser seguido. Portanto, a narrativa da tentação resume os dois focos do batismo: a orientação do Espírito Santo e sua identidade como filho de Deus.

III- O INÍCIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO (Lc 4.14-44)

O Espírito Santo tem importância cabal em Lucas. Ao recapitular o que foi visto, percebe-se que, Somente no relato da infância de Jesus, seis pessoas são habitadas Jesus (1.35); Isabel (1.41); Zacarias (1.67) e Simeão (2.25-27). Já em idade adulta, a influência do Espírito continua sendo descrita: na unção batismal (3.22)e ao conduzi-lo à tentação no deserto (4.1). Agora como veremos, este mesmo Espírito o conduz à Galileia de modo que os feitos de Jesus correm por todas as terras ao redor (4.14,15).

1- Leitura inaugural na sinagoga em Nazaré (Lc 4.14-30) Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir (4.21).

É notório que o ministério de Jesus não se inicia neste relato (4.14,15).Além disso, uma análise das passagens correlatas nos sinóticos demonstra que Lucas provavelmente antecipou cronologicamente esse episódio, pois ele fornece uma síntese de abertura ideal da mensagem de Jesus. Tudo gira em torno da declaração lida na ocasião: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu..” (Lc 4.18; Is 61.1,2), isso é, uma confirmação bíblica e profética dos assombrosos feitos de Jesus que o seguiam desde seu batismo e que o acompanhariam em todo seu ministério público.

E no poder do Espírito que cativos e oprimidos são libertos, enfermos são curados e a mensagem do Reino estremece os corações. A autoridade do sermão de Jesus deixa a plateia atônita e todos, maravilhados, perguntam: “Não é este o filho de José?” (4.22). O texto sugere que a recusa de Jesus em “validar” Sua mensagem com sinais semelhantes aos realizados outrora na Galiléia fez com que a plateia se enfurecesse contra Jesus a ponto de tentar matá-lo (4.29).Jesus, porém, passa por eles e retira-se ileso daquele lugar.

2- O endemoniado de Cafarnaum (Lc 4.31-37) Achava-se na sinagoga um homem possesso de um espírito de demônio imundo, e bradou em alta voz.. (4.33).

A narrativa continua agora em Cafarnaum, e os efeitos da unção do Espírito são manifestos também naquele lugar. Como de costume, Jesus ensinava no sábado em uma sinagoga quando se depara com um homem oprimido por espírito imundo. Jesus repreende o demônio que, por sua vez, sai imediatamente sem fazer mal ao homem em questão (4.35). A cidade, que já se maravilhara com o ensino do Cristo (4.32), agora o louva por Sua autoridade sobre espíritos imundos (4.36). Verdadeiramente, a unção do Espírito sobre Jesus o permitiu pôr em liberdade os cativos e oprimidos e apregoar com autoridade a chegada do Reino glorioso do Senhor.

3- A sogra de Pedro e outras curas (Lc 4.38-44) Ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos de diferentes moléstias lhes traziam; e ele os curava, impondo as mãos sobre cada um. (4.40)

Jesus entra na casa de Pedro e depara-se com a sogra deste prostrada com “febre alta”. Boa parte dos estudiosos sugere tratar-se de um quadro de malária, doença endêmica comum na região por conta do clima e geografia da área. Jesus, diante do quadro, restabelece a enferma repreendendo a febre. Este é o único milagre de cura de Jesus em que o mestre se dirige à doença e não ao enfermo. A fama de Jesus se alastra na cidade de modo tal que o povo aguarda apenas o encerramento dos costumes sabáticos e, ao cair da noite, uma multidão de enfermos acometidos de “diferentes moléstias” (4.40) deságua aos pés de Jesus e todos são curados pela imposição de Suas mãos.

Demônios também eram expelidos aos gritos e, assim como no caso do homem da sinagoga, eram repreendidos por Jesus “para que não falassem, pois sabiam ser ele o Cristo”(4.41). Não é o testemunho de demônios que deve convencer os homens da missão de Jesus, mas sim os feitos do Espírito Santo, que o ungiu em Seu batismo e afirma inequivocamente que Ele é 0 FILHO AMADO, em quem está o prazer do Senhor.

APLICAÇÃO PESSOAL

O mesmo Espírito que ungiu Jesus e o conduziu em sua obra terrena está impulsionando a Igreja a executar a obra de Deus na terra. Busquemos, então, a unção do Espírito Santo!

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RESPONDA

Marque “V para a opção verdadeira e “F” para opção falsa:

(V) Lucas data o início da pregação de João tomando estas referências: um imperador, um governador romano, três tetrarcas da palestina e dois sumos sacerdotes de Jerusalém.
(F) O batismo no Jordão não marca o início do ministério de Jesus; no evangelho, porém, Lucas narra a sujeição de Jesus ao batismo como todos os demais que eram ouvintes de João Batista.
(V) Como nos demais sinóticos, a narrativa da tentação de Jesus no deserto tem objetivo de confirmar a vocação recebida no batismo e de servir como prelúdio de seu ministério público

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