SUBSÍDIO EBD LIÇÃO 5: O AVIVAMENTO NA VIDA DA IGREJA | 1º TRIMESTRE DE 2023 – ADULTOS CPAD

SUBSÍDIO EBD LIÇÃO 5: O AVIVAMENTO NA VIDA DA IGREJA | 1º Trimestre de 2023 – Subsídios Escola Biblica Dominical das Lições Bíblicas Adultos CPAD: TEMA: AVIVA A TUA OBRA – O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus

LEITURA BÍBLICA

Atos 2.1-13; At 2.42-47

VERSÍCULO CHAVE

Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem (At 2.4 NAA).
Embora a palavra avivamento não apareça literalmente no novo Testamento, a igreja recebeu o revestimento do Espírito de Deus e passou a demonstrar as marcas de uma igreja avivada. A igreja avivada retorna aos princípios que caracterizavam a Igreja Primitiva (At 2.42-47).

I – AS MARCAS DE UMA IGREJA AVIVADA

1- Como se deu o início da igreja de Cristo no primeiro século?

A Igreja de Jerusalém teve início com o derramamento do Espírito Santo, com a pregação cristocêntrica e com a permanência dos novos convertidos na doutrina dos apóstolos.

• A presença do Espírito Santo é indisponível, pois é Ele convence o pecador (Jo 16.8).
• É o Espírito Santo quem dá dons para a igreja de Cristo (1Co 12.4-11).
• A pregação da Palavra de Deus é importante pois ela é alimenta a alma (Mt 4.4) e produz fé em nossa vida (Rm 10.17).

O avivamento começa com a igreja e, a partir dela, atinge o mundo. Quando a igreja acerta sua vida com Deus, do céu brota a cura para a terra (2Cr 7.14).

2- As marcas da Igreja de Cristo no primeiro século.

Vejamos algumas:
(2.1) Firmeza doutrinária, era o seu alicerce (At 2.42).
(2.2) Levava a oração a sério (At 2.42).

EM RELAÇÃO AOS CRENTES
• Todos perseveravam unanimemente em oração e súplicas (At 1.14).
• A oração da igreja era fervorosa e poderosa (At 4.31).
• Em situações adversas, a igreja fazia contínua oração (At 12.5).

EM RELAÇÃO A LIDERANÇA
Os líderes da igreja eram assíduos nas reuniões de oração (At 3.1).

(2.3) As prioridades da igreja. A oração e o ministério da Palavra eram prioridade para a liderança da igreja (At 6.4);

(2.4) Temor a Deus. Havia temor de Deus na igreja de Jerusalém (At 2.43). Por conta desse temor, ou sentimento de reverência ao Senhor, havia manifestações extraordinárias da parte de Deus na vida da igreja.

(2.5) Havia as manifestações dos dons do Espírito Santo.
• A obra missionária teve início com oração e jejum, seguidos de uma profecia (At 13.1-3).
• Os dons do Espírito Santo estavam em constante operação na Igreja Primitiva (At 2.43; 4.30; 5.12; 6.8; 14.9,10; 19.11; 28.8; Mc 16.17,18).

(2.6) Tinha prazer em cultuar a Deus. A igreja tinha prazer de estar na Casa de Deus (At 2.46; Sl 27.4;84). Os crentes da Igreja de Jerusalém tinham bastante entusiasmo nos cultos.

(2.7) O louvor era prazeroso e constante (At 2.47). Uma igreja cheia do Espírito Santo tem um louvor fervoroso, contagiante, restaurador, sincero e verdadeiro.

(2.8) A comunhão cristã era importante. Essa igreja valorizava a comunhão cristã, pois os crentes tinham prazer de estar juntos (At 42, 44, 46).

(2.9) Os crentes eram ajudados. Os crentes eram sensíveis para ajudar os necessitados (At 2.44-45). Havia desapego dos bens e mais apego às pessoas.

(2.10) Causava impacto na sociedade.
• A igreja causou um impacto na sociedade pelo seu estilo de vida (At 2.47) e, por causa disso, contava com a simpatia de todo o povo.
• Os novos crentes se tornarem melhores maridos, melhores esposas, melhores filhos, melhores pais, melhores estudantes, melhores profissionais.

3- A ação do Espírito Santo na igreja do primeiro século.

Como resultado da ação do Espírito Santo na igreja, ela crescia diariamente (At 2.47).
Esse crescimento vertiginoso se deu pela ação poderosa do Espírito na evangelização, nas seguintes dimensões (At 1.8):

✓ 120 membros (At 1.15);
✓ 3 mil membros (At 2.41);
✓ 5 mil membros (At 4.4);
✓ Uma multidão é agregada à igreja (At 5.14);
✓ O número dos discípulos é multiplicado (At 6.17);
✓ A igreja se expandiu para a Judéia, Galiléia e Samaria (At 9.31).

A igreja de Cristo apresentada no livro de Atos, serve como modelo para a igreja cristã atual. A igreja local que não deseja aprender com a igreja de Jerusalém, do primeiro século, se receber o avivamento espiritual, não terá condições de manter acesas as chamas de um avivamento.

II – OS CESSACIONISTAS E OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

1- A teoria cessacionista.

A teoria cessacionista é uma corrente teológica, segundo a qual os sinais, maravilhas e milagres do Novo Testamento cessaram com o fim da era apostólica. As evidências históricas têm mostrado que o cessacionismo é pós bíblico, e nada há nas Escrituras que sustente a ideia de que os milagres e as manifestações do Espírito cessaram. Tal crença não pode ter vindo da Bíblia (Pr. Esequias Soares).

É a doutrina na qual se crê que os dons do Espírito Santo, apesar de terem sido de fundamental utilidade e importância nos primórdios da igreja cristã, cessaram de existir quando do estabelecimento do Cânon bíblico.

2- A doutrina continuísta.

É o oposto de cessacionista. É a doutrina na qual se crê que os dons do Espírito Santo não cessaram, mas ainda são atuantes no meio da igreja cristã. Diferentemente da tradição teológica reformada (calvinista e cessacionista), a tradição teológica pentecostal (Armínio wesleyana e continuísta) sempre creu no sobrenatural; naquilo que, muitas vezes, não pode ser explicado, mas que é atribuído ao poder divino.

Nossa base de interpretação é a leitura da Bíblia sob inspiração do Espírito Santo (Jo 14.16,17). Por isso, para nós, os dons espirituais e o batismo no Espírito Santo nunca cessaram. Leia: Atos At 1.4,5; At 1.8; 1 Coríntios 12.1-11. Sem os dons espirituais, uma igreja não passa de uma “associação de direito privado, de caráter religioso, sem fins econômicos” ou lucrativos.

3- Os reformadores e a teoria cessacionista.

Embora Calvino, como Lutero, tenha aceitado a teoria cessacionista, não o fez por achar que Deus retirou os dons espirituais da Igreja. Ele acreditava que os dons haviam caído em desuso nas igrejas em razão de “uma falta de fé”. O reformador jamais proibiu o uso dos dons ou achou que deviam ser proibidos. Além disso, pelo fato de se ocupar bastante da terceira pessoa da Trindade em seus escritos, ele era chamado “o teólogo do Espírito Santo” entre os reformadores.

4- O pastor que não deixou de acreditar na atualidade das manifestações dos dons do Espírito de Deus.

O pregador britânico da Igreja Metodista, William Arthur 1856, publicou um livro, por meio do qual rejeita o ponto de vista tradicional da cessação e da revogação dos dons do Espírito, dizendo: “Ficamos felizes de ver que aquele que permanece na expectativa do dom de cura, do dom de línguas ou de qualquer outra manifestação miraculosa do Espírito Santo […] tem dez vezes mais base escriturística na qual fundamentar sua expectativa que aqueles cuja incredulidade não lhes permite esperar o poder santificador para o crente.

5- A oração pentecostal de William Arthur.

Agora, adorável Espírito, procedente do Pai e do Filho, desce sobre todas as igrejas, renova o Pentecoste em nossos dias e batiza teu povo generosamente — Oh! Batiza-os mais uma vez com línguas de fogo! Coroa o século XIX com um avivamento de “religião pura e imaculada”, mais que no último século, mais que no primeiro, mais que em qualquer manifestação do Espírito até agora concedida aos homens!

III – UM GUIA PARA DESCOBRIR O CAMINHO DO AVIVAMENTO

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7.14 – ACF). Biblicamente, seria inconcebível pensar que o avivamento viria sem a humilhação, a oração, a busca pela presença do Senhor e o abandono do pecado.

Quando o rei Salomão terminou de construir o templo, onde seria o lugar de adoração e de sacrifício, em favor da nação de Israel (2Cr 7.11.12), o Senhor Deus, O único Deus verdadeiro, deu orientações para o Rei. Essas orientações, na verdade, são diretrizes para o povo que chama pelo nome do Deus da Bíblia. 2 Crônicas 7.14, expressa melhor do que qualquer outro texto bíblico os requisitos de Deus para abençoar uma nação, seja na terra de Salomão, seja na de Esdras, seja na nossa.

Quem crê deve abandonar seus pecados, deixar a vida centrada no eu e se entregar à palavra e à vontade de Deus. Só então, e não antes, o céu enviará reavivamento.

1- Se humilhar diante do eterno.

1.1. O significado de se humilhar diante de Deus. É você mostrar diante do Senhor, através de suas atitudes e palavras que: têm noção da sua limitação, por isso você não quer ser pretensioso e vai obedecer ao Senhor. 1 Pedro 5. 6: Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte.

UM GRANDE EXEMPLO DE HUMILHAÇÃO DIANTE DE DEUS – A história do General do Exército do rei da Síria, o Leproso Naamã. Isso pode ser visto lá no segundo livro dos reis, Capítulo 5.

2- Segunda atitude: ORAR

A oração pode ser definida como: Uma conversa que mantemos com Deus em o nome de Jesus.

2.1. O QUE A BÍBLIA ENSINA-NOS SOBRE A IMPORT NCIA DA ORAÇÃO?
• Somos convocados a ORAR. 1 Tessalonicenses 5.17. Orai sem cessar.
• A oração é uma das peças da armadura de Deus, na batalha Espiritual (Ef 6.10 – “18”).
• Os cristãos são assegurados de que Deus ouve e responde às orações oferecidas em nome de Jesus (Jo 14.13-14).
• A oração é a maneira pela qual nos aproximamos do trono da graça de Deus.
• A carta aos Hebreus 4.16, diz: Portanto, aproximemo-nos do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno (NAA).

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: quanto tempo por dia você passa em oração? Exemplos Bíblicos de pessoas que diariamente separava tempo para orar. Entre tantos exemplos destaco apenas dois.

A) O Rei Davi. Ele fala que orava 3 vezes ao dia (Sl 55.17). De tarde e de manhã e ao meio dia orarei; e clamarei, e ele ouvirá a minha voz (Sl 55.17 -ACF).
B) O profeta Daniel. Ele passava três períodos de oração (Dn 6.10).

3- Buscar a face do Senhor.

Buscar a face do Senhor, em 2 Crônicas 7.14 (ACF), significa procurar com a finalidade de encontrar. Há uma versão bíblica que mostra que buscar a face do Senhor é o mesmo que Buscar a presença do Senhor (NVT). Isso indica compromisso e perseverança da parte de quem verdadeiramente quer buscar o Senhor.

3.1. O QUE PODE ACONTECER QUANDO SE BUSCA O SENHOR?
• Se obtêm comunhão com Deus,
• Passamos a desfrutar das ações divinas
• Passamos a ter uma visão clara do quão poderoso é o Senhor.
Jó 42.2: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.

4- Se converter dos maus caminhos.

Se converter aqui, é voltar do caminho errado para o caminho certo. O verdadeiro arrependimento implica mais do que simplesmente falar: exige mudança de comportamento. Quer o pecado seja individual, de um grupo ou de uma nação. Em outras palavras é você deixar de fazer tudo aquilo que a Bíblia reprova e passar a fazer o que a Bíblia te ordena. O SENHOR revelou para o rei Salomão quais seriam as reações de Deus em resposta às quatro atitudes de seu povo (2 Cr 7.14).

1) Ouvirei (significa prestar atenção a ponto de atender às nossas orações).
2) Perdoarei.
3) Sararei (literalmente, significa curar).

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