EBD Pecc (Programa de Educação Cristã Continuada) | 1° Trimestre De 2026 | TEMA: EZEQUIEL – O Atalaia de Israel | Escola Bíblica Dominical | Lição 09: Ezequiel 34 – O Divino Pastor
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Ezequiel 34 há 31 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com os alunos, Ezequiel 34.1-17 (5 a 7 min). A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia Nesta aula, o contraste entre a liderança humana falha e o cuidado perfeito de Deus é o tema central. Comece a lição com um chamado a rejeitar toda opressão, usando a denúncia de Ezequiel contra os “pastores de Israel” que exploravam o rebanho em vez de cuidar dele. A partir daí, estabeleça a verdade fundamental de que as ovelhas pertencem a Deus. Mostre que, diante da negligência dos líderes, o próprio Deus assume o pastoreio, buscando os perdidos e curando suas feridas. Conclua a aula apontando para o cumprimento dessa promessa, e leve todos a crer em Jesus, o Bom Pastor, que não apenas cuida, mas dá a Sua vida pelas ovelhas, cumprindo perfeitamente a figura do pastor divino anunciado por Ezequiel.
OBJETIVOS
Rejeitar toda opressão
Saber que as ovelhas pertencem a Deus.
Crer em Jesus o Bom Pastor.
PARA COMEÇAR AULA
Peça aos alunos que listem as características de um “bom líder” de um lado e de um “mau lider” do outro. Após preencher as colunas, explique que Deus, em Ezequiel 34, faz exatamente essa avaliação dos líderes de Israel, usando a metáfora de “pastores”. Ele denuncia os maus pastores e se apresenta como o Pastor perfeito, um modelo que aponta diretamente para Jesus – o bom pastor, Fale sobre a responsabilidade de conduzir a igreja com zelo pelas pessoas e sobre os riscos de seguir falsos pastores.
LEITURA ADICIONAL
O DIVINO PASTOR
Leitura adicional: (Ez 34.1-31) Ezequiel já havia desmascarado os pecados dos líderes judeus (cap. 22), mas voltou a esse tema por ser relevante para o futuro de Israel, Ao mesmo tempo que essa mensagem se aplicava à situação em que Israel encontrava-se naquele momento, também se referia a um tempo futuro, quando o Senhor reunirá seu povo disperso e o trará de volta à sua terra. Essa mensagem certamente deu esperança aos exilados, quando perceberam que o Senhor não os havia abandonado, mas cuidaria deles como um pastor cuida de suas ovelhas. Ao falar de “ovelhas minhas”, o Senhor estava se referindo à nação de Israel (Ez 34.31). “Somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio” (Sl 100,3; ver 5] 77.20; 78.52; 80.1). Moisés considerava Israel um rebanho (Nm 27.1 7; ver 1 Rs 22.1 7), e essa também era a visão de Jeremias (Jr 13.17) e de Zacarias (Zc 10.3). Jesus falou das “ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 10.6; 15.24). Pelo fato de Jesus dizer “eu sou a porta das ovelhas” e “eu sou o bom pastor” (Jo 10.7, 11), a figura de rebanho também passou a ser usada com referência à Igreja (At 20.28, 29; 1 Pe 5.2,3), por isso as igrejas até hoje têm seus pastores”. Livro: “Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: volume IV, Profético” (Warren W. Wiersbe. Geográfica editora, 2006, p. 279-280).
TEXTO ÁUREO
“Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; “profeta e dize-lhes: “Assim ae “o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmo!Não apascentarão os pastores as ovelhas?” Ez 34.2
Leitura Bíblica Com Todos
Verdade Prática
A liderança eficaz se mede pelo serviço, proteção e exemplo ao rebanho, imitando o Sumo Pastor que deu a vida pelas ovelhas.
INTRODUÇÃO
I- A CONDENAÇÃO DOS PASTORES INFIÉIS 34.1-10
1- Pastores de si mesmos 34.2
2- Exploradores de ovelhas 34.3
3- Pastores descuidados 34.5
II- O CUIDADO DO PASTOR DIVINO 34.11-16
1- Deus assume pessoalmente a liderança 34.11
2- Julgamento entre ovelhas 34.17
3- O servo messiânico 34.23
III- JESUS, O PASTOR QUE VIRÁ 34.25-31
1- A aliança de Paz 34.25
2- Cristo, o Bom Pastor 34.30
3- Deus é o nosso Senhor e pastor 34.3-
APLICAÇÃO PESSOAL
INTRODUÇÃO
No capítulo 34 Ezequiel traz uma forte repreensão contra os “Pastores de Israel” (líderes civis, religiosos e políticos). Eles deveriam cuidar e servir o povo, mas falharam vergonhosamente em Sua missão. Deus então assume pessoalmente a tarefa de buscar e cuidar das suas ovelhas. Jesus é o cumprimento final dessa promessa.
I- A CONDENAÇÃO DOS PASTORES INFIÉIS (34.1-10)
O cuidado pastoral, negligenciado pela liderança, é cobrado por Deus. A liderança de Israel não era autônoma, mas delegada; ao abusar do rebanho, os pastores traíram a confiança divina.
1- Pastores de si mesmos (34.2) Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus; Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?
Na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, o termo “pastor” é frequentemente usado como metáfora para líderes espirituais. À razão para isso está na natureza do trabalho do pastor literal, aquele que cuida de ovelhas — e como essa atividade reflete de maneira poderosa o cuidado, a responsabilidade, o amor e a vigilância que Deus espera dos que lideram o Seu povo, de maneira que estes não vivam como ovelhas sem pastor. Considerando que o objetivo final da liderança em Israel era servir e conduzir o povo segundo a vontade de Deus, o título de “pastor” lhes caia bem, Igualmente, hoje, chamamos os líderes espirituais de pastores porque a função que exercem no corpo de Cristo é semelhante a de um pastor de ovelhas: alimentar com a Palavra, guiar pelo exemplo, proteger com oração, corrigir com amor e conduzir à maturidade em Cristo. Mas é uma função que exige responsabilidade, humildade e zelo, pois as ovelhas não pertencem ao pastor, mas a Deus (1Pe 5.2-3).
2- Exploradores de ovelhas (34.3) Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.
A repreensão de Ezequiel é duríssima. Os “pastores de Israel” são acusados de se alimentarem da gordura das ovelhas, vestirem- -se com sua lã, mas não cuidarem delas. Essa metáfora revela abuso de poder, ganância e negligência espiritual. A crítica não é apenas moral, mas teológica: os líderes abandonaram o papel dado por Deus. Em vez de alimentar o rebanho, eles alimentam a si mesmos (v. 3), uma inversão da lógica da liderança servidora. A liderança, à luz do pacto, devia refletir o cuidado divino, mas tornara-se instrumento de exploração. Deus, como Pastor supremo, agora se levanta contra esses líderes para exigir justiça. O juízo anunciado por Ezequiel é claro: Deus retirará o rebanho de suas mãos e cessará sua influência. Seria diferente em nossos dias? Infelizmente não! Atualmente vemos líderes espirituais usando o rebanho para autopromoção, lucro ou fama, em vez de servirem como mordomos de Deus. O tipo de liderança centrado no ego e denunciado por Ezequiel se perpetua, lamentavelmente. Vale lembrar que o juízo de Deus não mudou: Ele continua a julgar pastores infiéis que negam sua vocação.
3- Pastores descuidados (34.5) Assim, se espalharam, por não haver pastor, e se tornaram pasto para todas as feras do campo.
No verso 4, Deus expõe o tipo de cuidado que era esperado: fortalecer a fraca, curar a doente, enfaixar a quebrada, trazer de volta à desgarrada e buscar a perdida. Em vez disso, os pastores dominaram com dureza e rigor. O vocabulário empregado é intencionalmente pastoral, evocando a imagem de um rebanho vulnerável e dependente, Os líderes falharam em proteger os mais frágeis da comunidade e, assim, permitiram que o povo se dispersasse “por não haver pastor” (v.5). Essa negligência culmina na dispersão de Israel entre as nações — uma consequência tanto espiritual quanto política. Os líderes são aqui responsabilizados pelo cativeiro babilônico. A crítica de Ezequiel transcende seu tempo e ecoa nos sistemas religiosos e políticos de qualquer era, no qual líderes deixam de ser servos do povo para se tornarem senhores e donos do rebanho. Não podemos negar que muitos crentes hoje estão desigrejados, doentes e feridos espiritualmente porque foram abusados ou manipulados por lideranças descompromissadas. É tempo de restaurar a vocação pastoral como serviço sacrificial.
II- O CUIDADO DO PASTOR DIVINO (34.11-16)
Deus assume que Ele mesmo vai buscar e restaurar suas ovelhas. Ao dizer: “Minhas ovelhas (por 15 vezes no capítulo) Ele está declarando que já não confiará esse cuidado a líderes corruptos.
1- Deus assume pessoalmente a liderança (34.11) Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei.
A partir do versículo 11, Deus se apresenta como o Pastor supremo. A repetição dos verbos “buscarei”, “tirarei”, “trarei”, “apascentarei”, “farei deitar”, “ligarei”, “fortalecerei” (vv. 11-16] demonstra uma ação direta, soberana e restauradora. O Senhor fará o que os pastores não fizeram. O contraste entre o abandono dos líderes e o cuidado de Deus é central. Ele provê alimento (v. 14) e descanso (v. 15), restaurando a dignidade e segurança das ovelhas. No v. 16, temos um resumo da missão pastoral divina: restaurar os fracos e julgar os abusadores. Em tempos de desilusão religiosa ou de decepção institucional, vale lembrar: Deus não abandona suas ovelhas. Ele mesmo se encarrega de curar e alimentar espiritualmente o seu povo. Ele tem feito isso!
2- Julgamento entre ovelhas (34.17) Quanto a vós outras, ó ovelhas minhas, assim diz o Senhor Deus: Eis que julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes.
Deus agora volta-se às ovelhas. Ele anuncia julgamento entre ovelhas, carneiros e bodes (v. 17). Trata-se de uma metáfora para desigualdade e opressão dentro do próprio povo. Algumas ovelhas (as “gordas”) pisavam o pasto e sujavam a água após beber (v. 18-19), impedindo as frágeis de se alimentarem e se saciarem. À critica aqui é social e moral: mesmo no rebanho há quem oprima. Deus promete salvar as ovelhas fracas e julgar as que as oprimem (v. 22). A justiça de Deus é total: Ele não tolera abusos nem mesmo entre Seus próprios. É preciso cuidado para que não haja promoções de favoritismo social, acepções de pessoas ou elitismos no corpo de Cristo. À justiça entre irmãos é a expressão do reino de Deus. Isso aponta para um princípio de santidade necessária para que a bênção do Altíssimo nos cubra.
3- O servo messiânico (34.23) Suscitarei para elas um só pastor, e ele as apascentará; o meu servo Davi é que as apascentará; ele lhes servirá de pastor.
A transição do verso 23 é teologicamente decisiva: “Levantarei sobre elas um só pastor, o meu servo Davi”. Trata-se de uma clara promessa messiânica, considerando que Davi estava morto há séculos. Isso é algo comum na tradição profética, a qual já havia identificado o futuro Messias como o descendente de Davi (Is 11.1-5; Jr 23.5). Este Pastor “apascentará” e será “príncipe” entre eles, demonstrando autoridade legítima e cuidado. O termo hebraico para “servo” (ebed) aqui neste versículo carrega peso messiânico, e lembra Isaías 53 no qual temos o “Servo sofredor”. Deus está reconfigurando a liderança de Seu povo, não mais baseada em estruturas corrompidas, mas centrada em uma figura escatológica que governará em justiça. Chega de celebridades exigentes e autocentradas. Precisamos de mais servos. O modelo de liderança messiânica contrasta radicalmente com o “show gospel” cujo foco é o espetáculo. A igreja saudável será pastoreada por pessoas que refletem o caráter de Cristo.
III- JESUS, O PASTOR QUE VIRA (34.25-31)
É inegável a conexão deste capítulo de Ezequiel com João 10, no qual Jesus diz aos líderes religiosos dos seus dias ser ele o Bom Pastor.
1- A aliança de Paz (34.25) Farei com elas aliança de paz e acabarei com as bestas-feras da terra; seguras habitarão no deserto e dormirão nos bosques.
Contrário ao que parecia, a invasão babilônica e a destruição do templo não significaram uma incapacidade divina. Quando Deus nomear e estabelecer o pastor davídico, ele irá promover um tempo de paz. À expressão hebraica “shalom” implica bem-estar integral. A aliança não será apenas política, mas espiritual, sinalizando uma nova era de relacionamento entre Deus e seu povo. As feras desaparecerão, as chuvas virão a seu tempo, e os campos frutificarão. Tudo isso aponta para um tempo de bênção integral: espiritual, social e ecológica. À imagem remonta ao Éden e é, ao mesmo tempo escatológica — um vislumbre do Reino de Deus em sua plenitude. Em Cristo, essa promessa se concretiza espiritualmente: Ele é o Príncipe da Paz (Is 9.6), o mediador da nova e eterna aliança. Ele restaura o relacionamento quebrado com Deus e com o próximo, provendo segurança, sustento e sentido. Em Cristo, já vivemos sob a nova aliança marcada pela paz que excede todo entendimento (Fp 4.7).
2- Cristo, o Bom Pastor (34.30) Saberão, porém, que eu, o Senhor, seu Deus, estou com elas e que elas são o meu povo, a casa de Israel, diz o Senhor Deus.
Jesus se apresenta como o cumprimento direto desta profecia: “Eu sou o bom pastor” (Jo 10.11). Ele assume a missão que Deus prometeu em Ezequiel: buscar a ovelha perdida, cuidar da ferida, proteger do perigo e dar a vida pelo rebanho. Diferentemente dos falsos pastores que exploram, Jesus se entrega. O contraste é evidente: os pastores de Israel viviam às custas das ovelhas, mas Jesus morreu por elas, Jesus não apenas alimenta espiritualmente, mas conduz ao Pai e garante vida eterna. Em Lucas 15, na parábola da ovelha perdida, Ele ecoa a ação descrita por Ezequiel. O povo, sem pastor, disperso e exilado, encontra em Jesus a figura esperada: o Pastor legítimo, amoroso, justo e eterno. Ele cumpre plenamente a esperança messiânica de um líder que governa com justiça e ama com compaixão inigualável.
3- Deus é o nosso Senhor e pastor (34.31) Vós, pois, à ovelhas minhas, ovelhas do meu pasto; homens sois, mas eu sou o vosso Deus, diz o Senhor Deus.
Ezequiel 34 encerra com uma declaração de identidade: “Vós, ovelhas do meu pastor, sois homens, e eu sou o vosso Deus” (v.31). Esta é a culminação da restauração: o povo reconhecendo Deus como Senhor e Pastor, e vivendo sob Seu governo. No Novo Testamento, essa identidade é reafirmada na Igreja: “Vocês eram como ovelhas desgarradas, mas agora se converteram ao Pastor e Bispo de suas almas” (1Pe 2.25). A nova comunidade, guiada por Cristo, reflete essa aliança restaurada, Não há mais exploração, pois todos estão sob o cuidado do mesmo pastor. Essa identidade também confere missão: anunciar a outros o cuidado desse Pastor e reproduzir Seu caráter no mundo. Ser ovelha do verdadeiro Pastor implica viver em dependência, obediência e confiança. À liderança espiritual da igreja também é reformulada à luz desse modelo: pastores que refletem o Cristo-Pastor.
APLICAÇÃO PESSOAL
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