EBD Pecc (Programa de Educação Cristã Continuada) | 2° Trimestre De 2025 | TEMA: GÁLATAS E EFÉSIOS – A Verdadeira Liberdade e a Unidade do Corpo de Cristo | Escola Biblica Dominical | Lição 04: Gálatas 4 – A Superioridade do Evangelho da Graça
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Gálatas 4 há 31 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com os alunos, Gálatas 4.1-20 (5 a 7 min.). A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia. Seguimos na esteira da argumentação teológica paulina. Conforme estudado, o apóstolo compara a lei a um “aio”, por conta de seu papel pedagógico. No capítulo 4, ele segue lançando mão de alegorias e dessa vez compara a lei a um tutor. Posteriormente, ele faz um paralelo entre dois sistemas (legalismo judaizante e justificação pela graça), e os filhos do patriarca Abraão (Ismael e Isaque). Tenha em mente, que o uso de tais alegorias aponta taxativamente para a real funcionalidade da lei, seu caráter transitório, e acima de tudo para a liberdade usufruída pelos crentes e conquistada pela imputação da justiça de Cristo. Nosso Pai determinou em Seu desígnio eterno que na plenitude dos tempos enviaria Seu filho, a fim de alçar-nos da tutela pedagógica da lei para a condição de filhos de Deus.
OBJETIVOS
Aprender que Deus nos promoveu de escravos a filhos Dele.
Mostrar que mesmo enfermo, Paulo servia aos gálatas com excelência.
Esclarecer que não somos escravos da lei.
PARA COMEÇAR A AULA
Iniciei a aula de hoje argumentando com seus alunos que, baseado na argumentação de Paulo, um dos maiores perigos à nossa liberdade cristã é o legalismo. Demonstra que o exemplo dos Gálatas deve servir de alerta para a Igreja atual. Procure o auxílio de uma boa teologia sistemática e pesquise de antemão conceitos como: graça e justificação, e exponha-os em classe. Incentive o diálogo respeitoso sobre tais temas, com o fito de engajar os alunos no tema da aula.
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LEITURA ADICIONAL
“A Igreja tem suas idades próprias”. [Bengel]. Deus não faz nada antes do tempo devido, mas sim, prevendo o resultado desde o começo, espera até que tudo esteja amadurecido para a execução de Seu propósito. Se Cristo tivesse vindo imediatamente depois da queda, a enormidade e os frutos mortais do pecado não teriam sido devidamente entendidos pelo homem de modo que sentisse seu estado de desespero e sua necessidade de um Salvador. O pecado já estava plenamente desenvolvido. A incapacidade do homem de salvar-se a si mesmo pela lei, fosse a de Moisés ou a da consciência, foi completamente manifestada; todas as profecias dos diferentes séculos acharam seu centro comum neste tempo particular; e a Providência, por meio de vários ajustes no mundo social e político, como também no moral, tinha preparado perfeitamente o caminho para o Redentor que viria. Deus frequentemente permite o mal físico por muito tempo, antes de revelar o remédio. Por muito tempo a varíola fez seus estragos, antes de ser descoberta a inoculação e logo a vacina. Foi essencial para que a lei de Deus fosse honrada, o permitir o mal por longo tempo, antes que Ele revelasse o remédio completo. Veja-se “o prazo é chegado” (Sl 102.13).
Livro: Comentário Crítico e Explicativo de toda a Bíblia: Gálatas (Jamieson-Fausset-Brown, Hendrickson Pub, 1996, Pg. 53).
Texto Áureo
“Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.” GI 4.4
Leitura Bíblica Com Todos
Verdade Prática
Por meio do Seu sacrifício, Cristo nos resgatou da maldição da Lei e nos tornou filhos de Deus.
INTRODUÇÃO
I- FILHOS E HERDEIROS DE DEUS 4.1-11
1- Escravos ou filhos? 4.1,2
2- A plenitude do tempo 4.4
3- Aba, Pai 4.6
II- UM PASTOR QUEBRANTADO 4.12-20
1- Apelo pastoral 4.12
2- Enfermo, recebido como anjo 4.14
3- Dores de parto 4.19
III- SARA E AGAR: DUAS ALIANÇAS 4.21-31
1- Agar. Antiga Aliança 4.23
2- Sara: Nova Aliança 4.23
3- Filhos da promessa 4.28
APLICAÇÃO PESSOAL
INTRODUÇÃO
Paulo continua a defender a liberdade em Cristo. Ele reitera que tanto judeus como gentios só têm um caminho para a justificação diante de Deus: a fé em Cristo Jesus. Paulo faz comparações entre Lei e Graça; entre liberdade e escravidão, demonstrando assim, a superioridade do Evangelho de Cristo sobre o legalismo judaico.
I- FILHOS E HERDEIROS DE DEUS (4.1-11)
A fim de demonstrar a superioridade do Evangelho da salvação sobre o “evangelho” legalista dos judaizantes, Paulo usa algumas figuras.
1- Escravos ou filhos? (4.1,2) Digo, pois, que, durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que é ele senhor de tudo. Mas está sob tutores e curadores até o tempo predeterminado pelo Pai (4.1).
Paulo estabelece um contraste entre o filho herdeiro e um escravo, valendo-se de dois importantes institutos do Direito Romano: a tutela e a curatela, que são institutos do Direito Civil voltados à proteção de pessoas que, por alguma razão, não possuem plena capacidade para os atos da vida civil. A tutela, exercida por um tutor, aplica-se a menores de idade, visando proteger e administrar seus interesses até que atinjam a maioridade ou sejam emancipados. Sendo herdeiro, mas ainda sem poder tomar decisões, a criança encontrava-se em condição semelhante à de um escravo (4.2). A curatela, por sua vez, é exercida por um curador e destina-se a maiores de idade que não possuem capacidade plena para reger sua pessoa e seus bens, após processo judicial de interdição. A condição de “tutelados” representa o estado espiritual de judeus e gentios antes do sacrifício expiatório de Cristo. Ele quer dizer que, antes de Cristo, estávamos debaixo da escravidão da lei e, de fato, ainda não havíamos herdado a promessa. Antes da conversão a Cristo, os gálatas estavam mergulhados no paganismo (4.8). O Evangelho da graça os alcançou e eles passaram a cultivar a comunhão com Deus. Agora, eles estão voltando ao estado anterior, abraçando o legalismo judaico, menosprezando, assim, a eficácia do sacrifício de Cristo. Para Paulo, “rudimentos fracos e pobres”, significa a anterior vida pagã dos gálatas e o legalismo dos judaizantes.
2- A plenitude do tempo (4.4) Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.
Deus preparou o mundo para a chegada de seu filho. Os judeus ofereceram ao mundo as Escrituras; os gregos, a língua grega; e os romanos, as leis e as estradas que facilitaram o trânsito célere dos mensageiros e da mensagem. A manifestação do “verbo divino” se deu no tempo exato e determinado pelo Pai, antes da fundação do mundo. No verso 5 a palavra “resgatar” significa libertar mediante um preço. Estávamos encerrados sob o pecado. Não podemos livrar-nos da maldição que a Lei nos havia imposto. Jesus Cristo foi o nosso fiador, representante e substituto. Seu sangue nos livrou do cativeiro e da maldição da Lei.
3- Aba, Pai (4.6) E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama Aba, Pai!
Deus enviou seu Filho para habitar entre nós e seu Espírito para habitar em nós. É o próprio Espírito do Filho que ora em nós, por nós e nos conduz à intimidade com o Pai, chamando-o de Aba. Aba significa “o Pai” ou “meu Pai” em aramaico expressando íntima comunhão e confiança filial. É a mesma palavra que Jesus usou em sua oração angustiante no Getsêmani (Mt 26.39). Aba é a preservação de um termo sagrado pelos primeiros cristãos, que usavam essa expressão ao se referirem a Deus. Os crentes gregos e romanos adotaram esse vocabulário como forma de se dirigir a Deus.
II- UM PASTOR QUEBRANTADO (4.12-20)
Paulo faz uma espécie de balanço do seu relacionamento com os galácticos. O apego aos seus filhos na fé é muito mais profundo que as tristezas pelos fracassos. Aqui temos um belo exemplo de amor pastoral nos moldes daquele praticado por Jesus em relação a Pedro. As decepções não impediram o mestre de continuar investindo no apóstolo.
1- Apelo pastoral (4.12) Sede qual eu sou; pois também eu sou com vós. Irmãos, assim vos suplico. Em nada me ofendestes.
A postura de Paulo neste texto nos remete a três importantes aspectos do relacionamento entre pastores e ovelhas:
a) A identificação com as ovelhas, “pois também eu sou como vós”. Paulo assume a condição de ovelha que, aliás, deve ser a primeira para alguém exercer o pastorado. Ele apela aos gálatas para que se identifiquem com ele. Isso tem relação direta com a liberdade em Cristo Jesus. Mesmo sendo um judeu e, portanto, circuncidado, o apóstolo aceitou a fé no sacrifício de Cristo, rejeitando, assim, o legalismo que tanto conhecera;
b) A humildade diante das ovelhas. “irmãos, assim vos suplico”. Como pastor, Paulo tem o poder do cajado, mas resolve usar o diálogo. Ser humilde e sereno não diminui ninguém, pelo contrário, enaltece e abre caminhos para relacionamentos mais sólidos;
c) Relacionamento mais profundo com as pessoas, “em nada me ofendestes”. O comportamento dos gálatas não era dos melhores, mas Paulo não explora o passado para abrir mais feridas. Ele usa as fraquezas de seus filhos na fé para reconstruir os laços. Ele renuncia às recompensas pessoais e tão somente busca o bem-estar do rebanho. Essa é a marca do legítimo pastoreio.
2- Enfermo, recebido como anjo (4.14) E, posto que a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, não me revelastes desprezo nem desgosto; antes, me recebestes como anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus.
Paulo tinha uma doença grave. Todavia, isso não abalou a fraternidade dos gálatas com ele. Eles viam no apóstolo a imagem do próprio Deus, mas todo esse carinho e reconhecimento estavam sendo destruídos pelas intervenções hipócritas dos legalistas. Não sabemos qual era a doença de Paulo. Alguns estudiosos sustentam que há fortes indícios de que a doença do apóstolo era oftalmológica. Isto, se levarmos em conta o texto que menciona que os crentes da Galácia se compadecem a tal ponto que estavam dispostos a arrancar os próprios olhos para lhes dar (4.15), e quando encerra a carta aos gálatas, o apóstolo diz: “Vede com que letras grandes vos escrevi de meu próprio punho” (6.11). Corrobora a esta perspectiva o fato do apóstolo ter ficado temporariamente sem visão, logo após o seu chamado por Cristo (Atos 9.1-9,18).
3- Dores de parto (4.19) Meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós.
É perceptível a firmeza com que o apóstolo Paulo confronta os crentes gálatas. Ele é incisivo ao defender a essência do Evangelho da graça que aqueles irmãos haviam recebido, e que, agora, estavam abandonando. Apesar de ser duro nas palavras, o apóstolo demonstra que tem um coração bondoso para com eles ao chamá-los de “filhos gerados com dores de parto”. O evangelista João utiliza com frequência essa expressão, mas Paulo não a utiliza em nenhuma outra passagem. Aqui, ele suspira com ternura pelos filhos desviados. O verdadeiro pastor repreende, exorta, disciplina, mas não trabalha com a “teologia do descarte”. Paulo aflige-se pelos crentes da Galácia até vê-los nascer de novo de verdade. Que belo anseio pastoral!
III- SARA E AGAR: DUAS ALIANÇAS (4.21-31)
Os legalistas estavam levando as Igrejas da Galácia a adotar uma espiritualidade eclética, perigosa e inútil, que minimizava a graça de Cristo sob a hegemonia da Lei judaica. Paulo usou a história dos dois filhos do patriarca Abraão e suas respectivas mães para ilustrar a diferença entre viver pela Lei e viver pela graça.
1- Agar: Antiga Aliança (4.23) Mas o da escrava, nasceu segundo a carne.
Agar era uma escrava dada a Abraão na tentativa de se fazer cumprir a promessa de um herdeiro. Paulo enfatiza que Agar representa o Monte Sinai onde foi entregue a Lei (Antiga Aliança), que escraviza e não redime. Ele também a compara com a Jerusalém terrestre, escrava com seus filhos (4.25). Isso é uma menção direta ao legalismo judaico, fonte do “outro evangelho” que os judaizantes queriam impor aos gálatas. Sendo Agar uma escrava, Ismael, seu filho, é filho da escravidão. Na cultura da época, a mulher escrava gerava filho para a escravidão mesmo que o pai da criança fosse um homem livre. Ismael foi fruto da tentativa de Sara e Abraão desejarem cooperar com Deus no plano de salvação, mas isso não representava a forma como Deus cumpriria Sua promessa.
2- Sara: Nova Aliança (4.23) O da livre, mediante a promessa.
Sara, além de livre, é a legítima esposa de Abraão (4.23). Paulo diz que ela representa Jerusalém do alto (4.26), e é mãe dos cristãos. Isso se dá em virtude de sua origem celestial, uma referência à origem da fé de cada crente. João joga uma luz sobre essa verdade ao dizer que “os filhos de Deus são aqueles que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1.13). Paulo diz que o “filho da livre nasceu como resultado da promessa”. Sendo Sara uma mulher livre, Isaque nasceu para a liberdade e não para a escravidão. O nascimento de Isaque foi um planejamento divino a fim de cumprir propósitos divinos. Na mesma direção, nós nascemos em Cristo, pela ação do Espírito Santo, a fim de nos tornarmos filhos da promessa divina.
3- Filhos da promessa (4.28) Vós, porém, irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque.
Os judaizantes se orgulhavam em afirmar que eram “filhos de Abraão”. Mas não basta ser descendente natural de Abraão. É necessário ser filho do patriarca pelo caminho de Isaque, o qual representa os herdeiros da promessa e da liberdade. Paulo conclui dizendo aos irmãos gálatas que eles não tinham necessidade de receber “outro evangelho”. No evangelho da liberdade em Cristo, os gálatas, embora gentios, podiam considerar-se os verdadeiros filhos de Abraão; filhos da promessa e da fé.
APLICAÇÃO PESSOAL
Somente pela fé é que podemos nos tornar verdadeiros filhos de Deus, conforme o exemplo de Abraão e a linhagem de Isaque.
RESPONDA
Marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso.
(F) Na Lei Romana, as crianças administravam a própria herança.
(V) O Evangelho libertou os gálatas da ignorância espiritual.
(V) A fonte de nossa salvação é Cristo.
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