EBD Pecc (Programa de Educação Cristã Continuada) | 1° Trimestre De 2026 | TEMA: EZEQUIEL – O Atalaia de Israel | Escola Bíblica Dominical | Lição 08: Ezequiel 28 – A Queda do Querubim Ungido
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Ezequiel 26 há 26 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com os alunos, Ezequiel 28.1-17 (5 a 7? min). A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia Professor(a), esta lição usa a figura do rei de Tiro para tratar de um tema profundo: a origem do mal e o perigo do orgulho. Inicie a aula mostrando que Deus abate os orgulhosos, explicando como a arrogância do príncipe de Tiro, que se considerava um deus, era um reflexo da queda de Lúcifer. Ao descrever a perfeição e beleza originais do querubim ungido, contraste sua queda com a humildade de Cristo, estimulando a classe a ter o mesmo sentimento de Cristo, que não usurpou ser igual a Deus. O grande alerta da lição deve ser o chamado para guardar nosso coração diante de Deus e para a necessidade de vigilância constante, pois o orgulho que corrompeu o querubim é uma armadilha mortal que ronda a todos nós.
OBJETIVOS
Saber que Deus abate os orgulhosos
Ter o mesmo sentimento de Cristo.
Guardar nosso coração diante de Deus.
PARA COMEÇAR A AULA
Inicie um diálogo sobre a diferença entre a autoconfiança saudável e o orgulho doentio. Peça exemplos e, em seguida, diga que a lição de hoje vai fundo na raiz do maior de todos os pecados. Ao analisar uma figura sobrenatural na Bíblia – um ser cheio de beleza e sabedoria, mas que foi punido por causa da sua maligna pretensão de ser como Deus – desperte a atenção para a origem do mal e para o perigo de se opor a Deus, Quem repudia a Deus pode estar movido pela soberba pretensão de ser maior que Ele.
LEITURA ADICIONAL
A QUEDA DO PRÍNCIPE DE TIRO (28.1-10).
Abandona-se a metáfora neste poema e o príncipe de Tiro (heb. nagfd, governador), Itobal II, é vigorosamente atacado por causa das suas reivindicações de deidade. Isso não significa, necessariamente, que Tiro acreditasse num reinado divino, pois a crítica não é tanto pessoal, mas é um sério ataque ao estado. Tiro considerava-se todo-poderosa, sobre-humana e virtualmente eterna; era possuidora de bens e sabedoria acima das outras cidades, e isso nos leva à incrível arrogância pela qual Tiro foi notória. O oráculo começa com a reivindicação do príncipe de Tiro que diz: Eu sou Deus. Esta reivindicação, que é a base da condenação, é esporadicamente repetida através do oráculo (2b, 6, 9). O príncipe, assim, não é um deus, mas homem (2, 9). Sua reivindicação de sabedoria, que não lhe é negada (3-5), levou seu coração, de modo estúpido, a se exaltar. Então terá seu fim encontrando a morte nas mãos dos estrangeiros, de maneira totalmente impossível para manter sua imagem de grandeza. Porque eu o falei, diz o Senhor Deus, e Deus tem sempre a palavra final. Livro: “Ezequiel: introdução e comentário” (John B. Taylor. Edições Vida Nova; Mundo Cristão, 1984, p. 176177).
Texto Áureo
“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti.” Ez 28.15
Leitura Bíblica Com Todos
Ezequiel 28.1-17
Verdade Prática
Deus não criou o Diabo, foi pelo orgulho que ele se tornou quem é.
INTRODUÇÃO
I- DE QUEM TRATA ESTE TEXTO? 28.2-12
1- “Eu sou deus” 28.2
2- Atributos inatingíveis a humanos 28.3
3- Figuras incompatíveis com humanos 28.12
II- A GLÓRIA E O PECADO DE LÚCIFER 28.12-17
1- Uma criação única e excelente 28.12
2- O orgulho precede a ruína 28.17a
3- Julgamento e expulsão 28.17b
III- AS IMPLICAÇÕES DA QUEDA DE LÚCIFER 28.17-18
1- A origem do mal e sua natureza 28.17
2- A realidade da liberdade 28.18
3- A guerra espiritual 28.19
APLICAÇÃO PESSOAL
INTRODUÇÃO
Alguns pais da Igreja (Orígenes, lerônimo), aplicando uma interpretação sistemática das Escrituras, reconheceram nessa passagem uma referência a Lúcifer. A passagem inicial condenando o rei de Tiro, mas a linguagem transcende a mera experiência humana e aponta para alguém por trás dele: Satanás.
I- DE QUEM TRATA ESTE TEXTO? (28.2-12)
Ao que parece Ezequiel usa o mesmo padrão de Isaías 14, onde o profeta começa condenando o rei de Babilônia e termina por revelar Lúcifer.
1- “Eu sou deus” (28.2) Filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor Deus: Visto que se eleva o teu coração, e dizes: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no coração dos mares, e não passas de homem e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus.
O príncipe de Tiro é acusado de dizer: “Eu sou deus, sobre a cadeira de Deus estou entronizado no coração dos mares”. Embora reis antigos, como os faraós e outros, alegassem divindade, o tom aqui sugere uma arrogância que transcende o natural. Ele não apenas se compara a um deus, ele se coloca no trono de Deus. Essa reivindicação é tão extrema que soa semelhante à rebelião espiritual descrita em textos como Isaías 14 e 2 Tessalonicenses 2.4, onde seres espirituais se exaltam acima de Deus. Essa linguagem é incomum para simples soberanos terrenos, indicando a atuação de um poder espiritual por trás do trono.
2- Atributos inatingíveis a humanos (28.3) Sim, és mais sábio que Daniel, não há segredo algum que se possa esconder a ti.
Nos versos 3 a 5, o texto diz que o príncipe de Tiro seria “mais sábio que Daniel” e que “nenhum segredo lhe estaria oculto”, Daniel, como sabemos, era conhecido por sua sabedoria divina e discernimento espiritual, não meramente político. Comparar um homem a Daniel já seria ousado, mas dizer que nenhum segredo lhe é oculto aproxima essa figura de uma entidade angelical ou espiritual. Nenhum ser humano, nem mesmo os maiores reis da história, jamais tiveram conhecimento ilimitado. Isso sugere que Ezequiel está usando o rei de Tiro como símbolo de uma inteligência espiritual corrompida, ou seja, Lúcifer antes da queda. Na sequência do capítulo temos descrições em relação ao “rei de Tiro” que são inaplicáveis a seres humanos. Vejamos:
a) Perfeição original (v.15). A descrição “perfeito nos teus caminhos” é inapropriada a humanos caídos (Rm 3.10), pois claramente indica uma obra-prima incontaminada e plena em sabedoria e formosura;
b) Habitação no Éden celestial (v.13). O local mencionado não se enquadra na descrição de Gênesis de um Éden botânico. Aqui é uma espécie de Éden mineral ou celestial, com pedras como pavimento.
c) Natureza angélica. A expressão “Querubim da guarda ungido” (v. 14) claramente alude a um ser fora da nossa dimensão conhecida com uma função protetora ou guardadora da glória divina. Seja a quem Ezequiel se refira, seus atributos não se enquadram na espécie humana.
3- Figuras incompatíveis com humanos (28.12) Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e diz-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura.
Fica claro que Ezequiel não está falando de um mero ser humano, pois, por melhor que alguém seja, não se enquadraria nessa escala: “sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. No início a profecia de condenação do rei de Tiro usa uma linguagem política, mas os versículos seguintes (11-19) empregam um vocabulário cósmico e teológico, indicando uma transição propositada. O ser a quem Ezequiel descreve também possuía privilégios únicos, como o acesso ao Santuário celestial, diferente do tabernáculo terreno. O profeta também o mostra coberto de pedras preciosas [v.13). Nove minerais diferentes são listados figurando a luz da glória divina refletida nele, Tudo isso mostra que o profeta está falando de alguém que é mais do que um mero humano.
II- A GLÓRIA EO. PECADO DE LÚCIFER (28.12-17)
Deus revela a excelência desse ser antes da queda: perfeição, beleza e intimidade divina. Tudo isso, porém, foi corrompido devido seu orgulho e auto glorificação.
1- Uma criação única e excelente (28.12) Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura.
Com profundidade simbólica e poética, Ezequiel nos descreve a excelência da criação desse ser espiritual. Ele é descrito como tendo sido criado com o selo da perfeição, ou seja, não havia defeito em sua natureza original. Além disso, com uma formosura ímpar para irradiar ou refletir a glória de Deus. Lúcifer foi criado como uma criatura extraordinária em beleza, sabedoria, posição e função. Há comentaristas que também entendem ou o veem como líder dos anjos (ou um deles) ou ainda guardião da santidade divina.
2- O orgulho precede a ruína (28.17a) Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor.
O orgulho foi a semente da rebelião. Criado para refletir a glória de Deus, Lúcifer desejou usurpar o lugar do seu criador. C. S. Lewis descreve o orgulho como o pior dos pecados e lembra que foi por ele que Satanás se tornou quem é. Paulo, apóstolo, corrobora isso quando adverte sobre o perigo de levar ao ministério pessoas neófitas e vulneráveis à condenação do Diabo, a qual ele descreve como sendo a soberba. Lúcifer, originalmente um ser de esplendor, corrompeu-se ao atribuir sua perfeição a si mesmo, esquecendo-se de quem o criou. Em vez de adoração, Satanás tornou-se sua própria medida e foi tomado de um sentimento de autossuficiência e auto deificação. Foi o orgulho que derrubou Lúcifer, o anjo perfeito, logo, tal sentimento, deve receber de nós absoluta vigilância. Enquanto Jesus, o Deus-homem, é revelado como descendo para servir e glorificar o Pai, Satanás é descrito como alguém desejoso de ascender para dominar e glorificar a si mesmo, O resultado foi que caiu pela força da gravidade do seu próprio ego. Essa história não é um mito, mas um espelho de advertência e do perigo que ronda todos nós. Enquanto Deus resiste aos soberbos (1Pe 5.5), Satanás os atrai para a condenação que o atingiu. Vigiemos nosso coração. A exaltação pessoal é uma armadilha mortal.
3- Julgamento e expulsão (29.17b) Lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem.
Quando a exaltação substitui a adoração a queda é inevitável e o juízo divino certo. Deus não compartilha a sua glória com ninguém. Ao desejar uma glória que não tinha, Lúcifer torna-se Satanás, o inimigo de Deus. Muitos hoje naufragam espiritualmente não por escassez, mas por excesso de confiança em si mesmos. Assim como Lúcifer foi lançado por terra, todo coração altivo será abatido. No mundo de hoje, no qual o culto à própria imagem é exaltado, a lição permanece: A expulsão de Lúcifer do monte de Deus é o símbolo máximo de que nenhuma glória pessoal pode ocupar o lugar de Deus. Deus continua resistindo ao soberbo. Não há problemas em termos dons e virtudes, o problema está em achar que o merecemos ou que a causa e origem deles está em nós mesmos. Lúcifer caiu não por falta de dons, mas por confiar neles mais do que em Deus. Quem cultiva o orgulho, colhe afastamento de Deus.
III- AS IMPLICAÇÕES DA QUEDA DE LÚCIFER (28.17-18)
1- A origem do mal e sua natureza (28.17) Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem.
A queda de Lúcifer revela que o mal não é uma força coeterna com Deus, mas originou-se na vontade criada. Lúcifer, criado perfeito, caiu por orgulho e rebelião contra Deus. Isso mostra que o pecado fundamental é a rejeição da soberania e bondade de Deus, substituindo-a pela autossuficiência e desejo de ser “como Deus. O mal é, portanto, uma corrupção parasitária da boa criação, não uma substância independente. A queda angelical precede e prepara a tentação humana (Gn 3), estabelecendo o padrão de tentação baseada na dúvida da bondade divina e na promessa de autonomia ilusória.
2- A realidade da liberdade (28.18) Pela multidão das tuas iniquidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam.
A queda de um ser angelical, dotado de elevado conhecimento e proximidade de Deus, demonstra a realidade do livre-arbítrio concedido às criaturas racionais (anjos e humanos). A perfeição inicial não garante impecabilidade eterna; a possibilidade de cair é inerente à liberdade genuína. Isso ressalta que a fidelidade é uma escolha contínua, dependente da graça sustentadora de Deus. A queda de Lúcifer serve como advertência solene (1 Tm 3.6) sobre os perigos do pecado e da soberba em particular. Mesmo os mais elevados podem cair, enfatizando a necessidade de humildade e dependência do Criador.
3- A guerra espiritual (28.19) Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistireis.
A rebelião de Lúcifer (agora Satanás) iniciou um conflito espiritual cósmico entre o reino de Deus e as forças do mal (Ap 12.7-9). Este conflito transcende o plano material e impacta diretamente a humanidade (Ef 6.12). A queda introduziu o sofrimento, a tentação e a morte no mundo criado. A boa notícia é que Cristo veio e derrotou o poder das trevas. À história da redenção é, em parte, a resposta divina à queda angelical. Ignorar a guerra espiritual é andar desarmado num campo de batalha real. A Bíblia comprova claramente uma guerra espiritual real, invisível aos olhos humanos, mas com impactos concretos em nossas vidas diárias — especialmente nas áreas emocional, moral e espiritual. Sim, a guerra espiritual é real. Ela ocorre nos bastidores da vida humana, influenciando decisões, tentações e estruturas. Mas em Cristo, já temos a vitória. “Maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1]o 4.4).
APLICAÇÃO PESSOAL
A beleza, os dons, as conquistas e posses podem corromper se o coração não for vigiado.
Este blog foi feito com muito carinho 💝 para você. Ajude-nos 🙏 Se desejar apoiar nosso trabalho e nos ajudar a manter o conteúdo exclusivo e edificante, você pode fazer uma contribuição voluntária via Pix: 346.994.088.69 (CPF) Seja um parceiro desta obra “Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.” Lucas 6:38
SAIBA TUDO SOBRE A ESCOLA DOMINICAL: